O torcedor catarinense não assiste futebol. Ele habita o futebol.
E por que 2026 tende a amplificar esse fenômeno - dentro e fora de campo - em Santa Catarina.
Em Santa Catarina, futebol é menos “entretenimento” e mais identidade em estado sólido. Está na conversa do almoço, no grupo da família, na resenha do trabalho e naquelas promessas que só a emoção explica.
Para marcas, o ponto é simples: quando a relação é emocional, a atenção fica mais rara — e mais valiosa. E 2026 chega com um acelerador poderoso.
Quando a atenção vira conversa pública, ela vira memória.
E memória é território de marca.
Futebol no Brasil não é nicho.
É hábito.
Levantamento Nexus encomendado pela CBF aponta que 73% dos brasileiros acompanham futebol e 47% assistem a pelo menos um jogo por semana.
Esse é o tipo de dado que mata um mito antigo: o futebol segue sendo um dos grandes motores de audiência e conversa social no país.
E não existe “o torcedor” no singular.
A própria pesquisa organiza o público em perfis: fanáticos, assíduos, eventuais e desinteressados.
Na prática, isso significa que a mensagem precisa calibrar intensidade e contexto: o que empolga um fanático pode soar exagerado para o eventual.
A jornada do torcedor é multicanal: e a TV aberta continua sendo palco.
O consumo não termina no apito final.
Ele continua em replay, comentário, bastidor, análise e meme.
É por isso que futebol costuma “entrar” no grande palco e “continuar” no digital, com frequência e profundidade.
Futebol mexe com coração.
E com carteira.
Uma pesquisa da Serasa mostra que 61% dos brasileiros gastam dinheiro com futebol.
Os itens mais comuns ajudam a entender por que a emoção vira comportamento de consumo: camisas lideram com folga, seguidas por produtos licenciados, ingressos e streaming/pay-per-view.
Em termos de planejamento, isso sinaliza duas coisas: calendário esportivo organiza picos de atenção e o torcedor é um público com recorrência e não apenas um evento pontual.
Santa Catarina entra em 2026 com uma vantagem estrutural: conectividade muito alta.
Dados divulgados pelo Governo de Santa Catarina, com base na PNAD Contínua (IBGE), apontam que 96,5% dos domicílios catarinenses tinham acesso à internet em 2024 (acima da média brasileira:93,6%).
Isso significa mais rotina digital, mais pontos de contato e mais conversas acontecendo em tempo real.
Num estado onde a conversa corre rápido e a tela está sempre perto, o futebol tende a transbordar: da sala para o grupo, do grupo para a rua, da rua para o feed.
2026: a Copa do Mundo volta com megafone na TV aberta
O SBT anunciou que, em parceria com a N Sports, terá direito de transmitir 32 partidas da Copa do Mundo FIFA 2026, incluindo jogos da Seleção Brasileira.
Além disso, também é destacada a presença de Galvão Bueno e Tiago Leifert na equipe de transmissão.
Em ano de Copa, a atenção não fica só no jogo: ela se espalha no cotidiano.
E aqui entra uma escolha estratégica particularmente útil para projetos locais: mesmo quando existem restrições contratuais sobre ativações diretamente ligadas ao evento, o território da torcida segue fértil.
Torcida é comportamento, encontro, emoção, comida na mesa, bandeira na janela e conversa que atravessa a cidade.
O jogo é o gatilho.
A torcida é o território.
O que fica para 2026, desde já...
Para Santa Catarina, o ano tende a ser uma maré alta de atenção esportiva.
Quem planeja com antecedência ganha margem para fazer o principal: construir presença com coerência, sem prometer o que ainda está em construção e sem forçar a mão onde existem limitações.
Em futebol, o público percebe rápido quando a marca está tentando “aparecer”.
E também percebe quando ela está, de fato, participando.













